Programa nacional de promoção de saúde oral

As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e juvenil. Em Portugal, a cárie dentária é a doença mais prevalente.

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral desenha uma estratégia global de intervenção assente na promoção da saúde, prevenção e tratamento das doenças orais, desenvolve-se ao longo do ciclo de vida e nos ambientes onde as crianças e jovens vivem e estudam.

Assim, a intervenção de promoção da saúde oral, que se inicia durante a gravidez e se desenvolve ao longo da infância, em Saúde Infantil e Juvenil, consolida-se no Jardim-de-infância e na Escola, através da Saúde Escolar.

O quadro conceptual do programa corresponde a uma estratégia global de intervenção assente na promoção da saúde e na prevenção primária e secundária da cárie dentária.

A Intervenção do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral assenta nas seguintes estratégias:

- Promoção da saúde oral no contexto familiar e escolar;

- Prevenção das doenças orais;

- Diagnóstico precoce e tratamento dentário.

Uma boa saúde oral favorece a boa saúde geral do indivíduo. A saúde oral depende da correta higienização oral e correta alimentação.

Do nascimento aos 3 anos de idade:

Após a erupção do primeiro dente, a higienização deve começar a ser feita pelos pais, duas vezes por dia, utilizando uma gaze, uma dedeira ou uma escova macia, com um dentífrico fluoretado para esta idade, sendo uma das vezes, obrigatoriamente, após a última refeição. A quantidade de dentífrico a utilizar deve ser idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo da mão, da própria criança (dedo mindinho). Nesta fase, pode permitir-se que, progressivamente e sob vigilância, a criança comece a iniciar-se na escovagem dos dentes.

O bebé, a partir do 1º ano de idade, não dever usar prolongadamente o biberão nem adormecer com ele na boca, quer tenha leite, farinhas ou sumos. É também particularmente importante reforçar a absoluta contraindicação da utilização de chupetas com açúcar ou mel.

Dos 3 aos 6 anos de idade:

Neste período de progressiva autonomia da criança, o exemplo dos pais é da maior relevância. Na sua tentativa de imitação, a criança, vai adquirindo o hábito da higiene oral. Por isso, nesta fase deve-se fomentar o início da escovagem dos dentes.

 A escovagem dos dentes, com um dentífrico fluoretado adequado para a idade deve continuar a ser realizada ou supervisionada pelos pais, dependendo da destreza manual da criança, pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar. A quantidade de dentífrico a utilizar deve ser mínima, isto é, idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo da mão da própria criança, tal como se disse relativamente ao grupo etário anterior.

Por volta dos 6 anos começam a erupcionar os primeiros molares permanentes. Pela sua própria morfologia, imaturidade e dificuldade na remoção da placa bacteriana das suas fissuras e fossetas, estes dentes são mais vulneráveis à cárie. Por isso, exigem uma atenção particular durante a erupção e uma técnica específica de escovagem.

A qualidade da alimentação é determinante para a maturação orgânica e a saúde física e psicossocial. Nesta fase, a criança adquire muitos dos comportamentos alimentares e muitos dos erros nutricionais do adulto.

A diversidade na alimentação é a principal forma de garantir a satisfação das necessidades do organismo em nutrientes e evitar o excesso de ingestão de substâncias com riscos para a saúde. Desaconselha-se o consumo de guloseimas e refrigerantes, sobretudo fora das refeições.

 

 

 

Mais de 6 anos de idade:

A partir dos 6 anos de idade, a escovagem dos dentes já deverá ser efetuada pela criança, utilizando um dentífrico fluoretado, idêntico ao usado pelos adultos, numa quantidade aproximada de um (1) centímetro.

 A escovagem dentária deverá ser efetuada duas vezes por dia, sendo uma delas, obrigatoriamente, antes de deitar. Se a criança ainda não tiver destreza manual, recomendamos que esta atividade seja apoiada ou mesmo executada pelos pais.

A higienização dos espaços interdentários deve começar a ser feita por volta dos 9-10 anos, quando a criança começa a ter destreza manual para utilizar o fio dentário.

Em Contexto Escolar:

Todas as crianças e jovens, que frequentam as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico devem fazer o Bochecho Fluoretado quinzenal, em sala de aula, com uma solução de fluoreto de sódio a 0,2%12. Após o bochecho a criança deve permanecer 30 minutos sem comer nem beber.

As crianças e os jovens, que consomem mais alimentos ricos em açúcar e gorduras, predominantemente por doces e bebidas açucaradas, têm suscetibilidade aumentada à cárie dentária.

A substituição dos dentes de leite pela dentição permanente representa uma etapa importante do crescimento nestas idades. O acompanhamento por parte de especialistas dentários é, por isso, determinante. O Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral dá essa oportunidade.

Todos os anos letivos, a Equipa de Saúde Escolar de Sátão emite cheques –dentista para os alunos de 7, 10 e 13 anos a frequentarem o ensino escolar. Estes cheques-dentista são entregues pelos professores titulares/diretores de turma no final do primeiro período letivo possibilitando acesso a uma consulta gratuita com um profissional de saúde oral (estomatologia, médico dentista ou higienista oral).

            No ano letivo 2012/2013 serão entregues os Cheques – dentista às crianças/jovens de 7, 10 e 13 anos, nascidas respetivamente em 2005, 2002 e 1999.

Pode consultar a lista dos médicos aderentes a este programa, afixada nas Escolas, Unidade de Saúde de Sátão ou na internet em www.saudeoral.min-saude.pt/sisoral/pnpso e, marcar a consulta pelo telefone ou diretamente no consultório do médico escolhido.

O Cheque-Dentista deverá ser utilizado até 31 de Agosto de 2013.

Pai, mãe, encarregado(a) educação, enquanto educador(a), a sua intervenção é essencial!

NÃO DEIXE PASSAR ESTAS OPORTUNIDADES!

25 de setembro de 2012

P’la Equipa de Saúde Escolar da UCC Mirante Seixo

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