Centenário Sophia

Centenário Sophia

Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância.
Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Os seus textos para crianças rapidamente se tornaram clássicos da literatura infantil, marcando sucessivas gerações de leitores, com títulos como A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Fada Oriana, O Rapaz de Bronze, entre outros.
Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada; recebeu, entre muitos outros, o Prémio Camões 1999, tendo sido a primeira mulher portuguesa a recebê-lo.
Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.

Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da "Carta dos 101 Católicos" contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Foi também público o seu apoio à independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional.

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Para saber mais sobre Sophia

Cerimónia de Concessão de Honras de Panteão Nacional a Sophia de Mello Breyner Andresen

Em defesa da cultura. O texto que Sophia escreveu para o Expresso - "A cultura é cara, a incultura é mais cara ainda”
 

LIBERDADE CULTURAL (1975)
O tema da liberdade cultural está presente nos debates da Assembleia Constituinte de 1975-1976, em particular na questão relativa à intervenção do Estado na programação ideológica da cultura
 

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